Há uns tempos através de umas pesquisas na internet descobri algo que me interessou: minimalismo.

Costumava ser uma pessoa com muitas coisas, muito objectos e parecia que quantos mais tinha mais queria ter andava sempre na internet a ver novas tendências e tudo para mim era muito desejo, mas na verdade essa busca incessante não me deixava realizada nem feliz pois após conseguir aquele objecto que tanto queria sentia uma felicidade momentânea seguido de um vazio e até de culpa de ter comprado mais uma “tralha”.

Li várias coisas sobre o tema mas também relatos das experiências de várias pessoas e de repente parecia ser uma noção que me fazia sentido e decidi passo a passo experimentar.

Este processo não é imediato nem fácil principalmente se estamos habituados a ter bastante espaço para as nossas coisas e depois passamos para um espaço mais pequeno e inclusive temos que o partilhar.

No início comecei-me a aperceber que já me tinha esquecido de tantas coisas que tinha e que na verdade mal as conseguia usar por serem tantas e até me faltar a paciência, por isso fui usando o processo de mandar o que estava fora do prazo ou não era de todo útil fora mas por sua vez o que eu não queria mas sabia quem poderia dar-lhe utilidade eu coloquei noutro saco e dei. Neste processo de separação senti um aconchego dentro de mim como se esti17vesse a praticar uma boa acção.

Entretanto comecei a ganhar a consciência de comprar o que realmente preciso e não por impulso ou só porque é bonito, pelo que o tempo passado em centros comerciais baixou drasticamente conseguido até passar meses sem lá entrar.

Com este processo de “destralhar” e ficar com o que era mais importante passei a ter mais tempo livre para aquilo que mais me importava, tempo para a família, descansar, passear, descobrir novas receitas e novos pratos mas ao mesmo tempo parece que o cérebro não fica tão sobrecarregado, ou seja, com esta “limpeza” material acabei por encontrar uma paz de espírito e hoje em dia não sinto qualquer impulso de me subjugar aos estímulos causados por revistas, televisão ou internet (até o meu tempo ocupado a ver TV passou para quase nulo, prefiro ler um livro).

Sinto-me muito mais feliz com menos coisas, fazendo todo o sentido “menos é mais”.

Quem mais já se converteu ao minimalismo?

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